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Ainda somos os mesmos e temos ídolos como nossos pais

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Acredito que manter uma revista pra adolescentes não seja tarefa fácil.  O comportamento do adolescente é instável e cheio de curiosidade como uma caixa de Panodra. Mudam de opinião repentinamente, enjoam fácil.

Até pouco tempo essa turma era chamada de geração X, agora é a geração Y e até que eu termine de escrever esse post  uma nova letra do alfabeto  será usada para designar  o comportamento dos adolescentes pós -modernos.

Os tempos mudam, nós mudamos, mas uma coisa é certa: adolescentes em histeria por causa de um ídolo é o tipo de coisa que nunca deixaremos de ver.   Eu mesma que não tive crises na adolescência e nunca fui dada ao fanatismo por músicos ou atores mirins não posso negar que tive uma paixonite por Leonardo Di Caprio na ocasião do lançamento de Titanic, filme que assisti umas cinco vezes, não por que gostasse tanto da película, mas por ser levada pelas colegas insandecidas do Colégio Batista onde estudei.

Depois de colocar crédito no meu telefone e de comprar as minhas as revistas femininas  para ler no final de semana, folheei curiosa as páginas da revista Capricho na banca . Já não é mais a mesma da minha época de adolescente justamente porque os adolescentes desse tempo já não são os mesmos. A revista está mais moderna, um designer lindo (pensado  e executado pela Lia que tem um blog muito bacana que acesso sempre , esse aqui), e um conteúdo mais abrangente ,bem distante da Capricho que um dia teve Ana Paula Arósio menininha como garota da capa.  Mais antenados,os jornalistas da Capricho devem semanalmente na reunião de pauta agradecer a Deus pelo nascimento de Stephenie Mayer e de Dona Denise Jonas

Não sabe quem são? A primeira é autora americana que criou a história da adolescente que se apaixona por um vampiro. Da mente imaginativa de Stephenie surgiu a série Crepúsculo e  da mente dos diretores de elenco de Hollywood saíram Robert Petterson que interpreta o vampiro Edward Cullen, que faz as adolescentes suspirarem.  Vira e mexe ele é capa ou está nas páginas da revista junto com Taylor Lautner que interpreta Jacob Black, seu antagonista em Crepúsculo. Como  a série tem pelo menos  três protagonistas e ainda uma cambada de irmãos vampiros igualmente charmosos, Stephany conseguiu dar a Capricho pelo menos uma dezena de edições  com conteúdo juvenil garantido. Não duvido que  um altar com a foto de Stephenie esteja ao lado de um dos computadores na redação da editora Abril. kkk

A segunda que mencionei conseguiu também grande feito: colocar no mundo três ídolos adolescentes!  Esses não saídos de sua imaginação e sim do seu ventre. Trata-se da mãe dos Jonas Brothers. Dia desses assisti ao Teen Awards na TV a cabo e outra musa adolescente apresentava o prêmio,  Miley Cirus, a tal da Hannah  Montana. O truque era fácil: se a platéia estivesse desanimada bastava dizer: “E  daqui a pouco tem Jonas Brothers”. E a histeria tomava conta dando ao prêmio uma cara de sucesso sem igual.

Os três irmãos são músicos (ou pelos menos dizem que são) e tocam aquelas musiquinhas grudentas  que seguem direitinho   a receita de uma boa canção pop. São figurinhas carimbadas na Capricho. Viva Dona Denise !!!

Como se não bastasse a Disney que um dia nos deu Justin Timberlake e Britney Spears despejou numa só leva Zac  Efron, Vanessa Hugdes (estrelas de High School Music) Miley Cirus, Denni Lovato e Hilary Duff no mercado. É muito ídolo para uma geração só!

Se você tem menos de 20 anos certamente sabe quem são cada um deles. Se tem menos de 30 pode não ser fã ou conhecer todos, mas já cantarolou uma musiqunha  do Jonas Brothers quando toca  na Jovem Pan e se tem mais de 40 certamente não os conhece mas seus filhos, ah, seus filhos sabem muito bem quem eles são. É  como disse Caetano Veloso uma vez quando era rapazinho para os algozes da ditadura: “Você não gosta de mim, mas suas filha gosta”.

Para o próximo ano, pelo menos, a Capricho estará salva. E dia após dias enquanto os ídolos de hoje envelhecem, os meus colegas da revista já pedem a Deus o aparecimento de  novos rapazinhos  com músicas grudentas . Deve ter sido assim que nossos  avós se referiam aos Beatles quando eles  sairiam de Liverpool para ganhar o mundo.

A constatação é que os tempos mudam, mas nós ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais.

C.

ps: Ah, fica registrado aqui meus parabéns pra o pessoal da Capricho! Antenados como o  público de vcs!

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Os regueiros alagoanos e a justiça social

Estou aos poucos colocando as matérias que produzo no meu canal no youtube que é esse aqui. Deixo aqui no blog pra vocês uma matéria que fizemos há um tempo atrás sobre o cenário do reggae em Alagoas. Por aqui o rtimo ganhou identidade própria e apesar dos preconceitos tem saido da periferia e chegado aos jovens da classe média. Nunca fui num show de reggae na vida, mas tenho que dizer que produzindo essa matéria me desfiz de muitos preconceitos e passei a admirar o pessoal que entrevistamos.

Destaco o pessoal da Banda Mensageiros de Jah, integrantes da Igreja Batista da Jatiúca. Na matéria vocês vão ver que é na própria igreja que eles ensaiam e lá recebem todo o apoio pastoral necessário para fazerem diferença no meio em que trabalham. A justiça social cantada nas músicas do Mensageiros é na verdade o grito que deveria ecoar da Igreja, assim como era no passado quando profetas como Ageu e Isaías erguiam a voz pra dizer que o reino de Deus é sim salvação da alma, mas também é o bem estar do cidadão. Enfim, mas essaé outra discussão  elonga por sinal.

Tem também a Banda Mandhalas formada só por mulheres e o Vibrações que é sucesso nas banquinhas  de cd e dvd piratas da cidade.

C.

Música alagoana de ótima qualidade (parte 2)

1209942986_eekA história é a seguinte. Dias atrás falei do pessoal da Gato Zarolho aqui do blog e os apresentei como representantes da produção musical de qualidade que tem se destacado em Alagoas. Agora é hora de dar outra dica pra quem, como eu, adora conhecer sons novos no mundo virtual e no real.

Muita gente já conhece a Eeek, banda alagoana que já na estrada há um bom tempo, só que somente agora, depois de eu muito tirar a paz do Diogo, front leader da banda ( ele vai odiar esse termo hehe), meu colega de trabalho e amigo, ele criou aqui mesmo no wordpress o blog da banda estreitando ainda mais o canal de comunicação pra quem gosta de música e quer conhecer mais a história, as melodias e a poesia da Eek.

Fica a dica então. Passem no blog da Eek ou no myspace deles e deixem suas críticas e opiniões lá que o Diogo vai ter muito prazer em trocar uma idéia com você. Quando o assunto é música, o Diogo é o cara mais apaixonado que conheço pela mesma!

ps: E pra quem é de Maceió, sexta tem show da Eek no Teatro do Marista!

C.

Música alagoana da melhor qualidade (e de graça)

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Estou voltando à ativa aos poucos por aqui. Tenho muita coisa boa pra compartilhar. Por hora venho deixar uma dica sensacional para quem gosta de boa música que é o cd da Gato Zarolho, banda alagoana que já tá na estrada aí há algum tempo e que agora lança seu primeiro cd o Nu fitando átomo. Muito sabiamente os meninos da banda estão disponibilizando o cd pra download gratuito no site deles que é esse aqui. Basta que você deixe seu email lá e eles mandam imediatamente  no seu email o link para download. E como o cd é de grala minha gente, vamos aos shows sempre que possível, porque só assim os músicos podem ganhar seu sustento nessas épocas de adaptações que vivemos no mercado fonográfico. 

Meu destaque fica pra canção A Elegia do Duende Que Perdeu a Sua Fada.. Adoro a pitada de realismo fantástico das letras… “as notícias não são booooas”.

Enjoy,

C.

Domingão da Mallu

Pessoal, tô numa correria danada na tv, sem tempo de postar minhas impressões sobre tudo e todos. hehe. Mas não queria deixar de comentar a participação da Mallu Magalhães nDomingão do Faustão. Apresentada como “fenômeno da internet”, Mallu não conseguiu manter um diálogo saudável com Faustão. Coisa que quase ninguém consegue, geralmente por culpa dele, mas nesse caso, por causa dela. Só eu que acho que se finge de louca pra ficar com cara de gênio incompreendida? Além da maquiagem a la Secos e Molhados. Não acredito que Mallu tenha 16 anos. Não acredito que Marcelo Camelo pegou essa menina pra criar.

Foi estranho perceber como algo que se encaixa perfeitamente no mundo virtual soou tão estranho no programa mais popular da tv!

Vejam ai, Mallu Magalhães. A melhor parte pra mim é quando Faustão pergunta de quem foi idéia de colocar as músicas dela na internet. Vejam a resposta!

“É difícl dizer porque o mundo gira por questões de amor e energia” ???????????

C.

André Valadão? Ou será o padre?

 

Depois de um plagiozinho discreto  da canção Still ( do Hilssong, cd Hope mesmo refrão da canção Milagres), André Valadonis muda o visual e segue copiando.

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Ficou a cara de:

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E no seu novo cd com canções de natal copiou descaradamente  o projeto gráfico desse cd aqui também de natal:

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 Sem comentários,

C.

E quem vai ousar deter a música livre?

Eu vou te contar, a herança genética explica muita coisa. Segundo relatos da minha mãe, meu avô (que não conheci) era meio cafuso (mistura de índio e negro) e por isso eu me considero negra ainda. Embora isso não esteja claro na cor da minha pele, está no meu DNA, no sangue que corre aqui dentro.  E deve ser por isso que eu sinto uma identificação tamanha ao escutar blues, soul e r&b das antigas. Música de negros. Música da alma. Music from soul. Não tem pra onde correr. Toda a produção decente musical do século XX tem sua origem nos negros. Segregados numa América que se denominava livre, os negros faziam os brancos se renderem à sua música.

 

O problema é que aqui no Brasil sempre deram ao jazz e ao soul o status de música de rico. Sendo que nos EUA não tinha nada mais popular. No começo da industria fonográfica poucos brasileiros detinham o poder de compra e de acesso a esse tipo de musica. Diplomatas brasileiros que viajavam à América e traziam um LP de jazz para o Brasil e só tinha acesso ao disco alguns amigos. Colocavam o disco pra girar em reuniões exclusivíssimas. E o LP, sinal de status, era passada de pai pra filho. E era difícil a grande massa ter acesso a toda essa produção gringa. Tempos sem internet.

 

Só que o mundo gira, o tempo passa e ninguém contava com a revolução do mp3 e a possibilidade de troca de arquivos com pessoas do mundo todo. Não existe mais disco raro. Está tudo ai pra quem quiser ouvir. Acabaram as oligarquias que detinham a produção cultural. Música livre para todos. Pra você colocar o material da sua banda nova pra galera ouvir e não precisar gravar cd pra fazer sucesso. Oportunidade pra você conhecer um monte de gênio da música e fazer suas próprias avaliações, música velha, música nova, clássicos, música ruim, música boa, música brasileira, música do outro lado do mundo. Gente que você não cresceu ouvindo, mais que agora você pode se dar o prazer de conhecer.  

 

E foi assim nesse mundo de música livre que meu coração bateu mais forte ouvindo Jonh Coltrane, Steve Wonder, Marvin Gave, Ruben Studdard, Wilson Simonal, Dinah Washington (não por um acaso todos negros). Não cresci ouvindo nada disso, mas agora tenho acesso a tudo e ainda estou no começo da jornada  das  milhões de coisas que quero descobrir e ouvir, reprovar ou me apaixonar.

 

Tem um monte de artista que vou à caça já munida de pré informação sobre eles e outras coisas vou atrás depois de escutar uma fração de segundo de acordes e a música bate aqui no peito como furação. Identificação e isso não se explica.

 

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 Exemplo: Estava ontem vendo um filmezinho que gosto bastante que é o Amor à segunda vista (Two Weeks Notice). Comédia romântica nada demais, mas que tem uns diálogos ótimos. E tem Hugh Grant que leva um pouquinho de humor inglês para o filme (Adoro o humor inglês). Em uma determinada cena a personagem de Sandra Bullock uma advogada que é tratada como babá pelo patrão (Hugh Grant), decide dar uma virada e por volta de uns cinco segundos toca uma canção dessas que  eu não preciso escutar mais  pra saber que gosto. Passei a noite toda aqui tentando descobrir que canção era. Descobri. É Aretha Franklin, (ta explicado) genial cantando Respect. E o pior é que tinha a tal música aqui no computador numa coletânea da Aretha que baixei há um tempo mas não tinha escutado por completo. Recomendo o filme e a Aretha. Porém recomendo a Aretha muito mais que o filme:

 

 

Se joga nesse mundo de música e informação e descobre qual é a sua praia,

C.


A observadora

Sou Cibele Tenório, jornalista (com diploma – para total escândalo de Gilmar Mendes), webaholic, mulher de fases. Seja bem vindo!

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