Posts Tagged 'jornalismo'

.sobre o personal ideas

Dia desses fiquei intrigada com um anúncio na Gazeta de Alagoas. Um box amarelo anunciava que em Maceió já estavam disponíveis os serviços de uma personal organizer. Pode parecer frescura, mas pra quem é desorganiza como eu, o tal do personal organizer até que é uma boa ideia ( se você tiver grana pra pagar). A personal vai na sua casa, coloca seu guarda roupa em ordem. Peças menores nas gavetas. Nos cabides, tudo organizado por cor e em degradé. E num passe de mágica cada coisa está em seu lugar. E já tem dias que eu fico pensando que uma coisa boa de se contratar seria um “personal ideias”.

O personal ideas seria a pessoa pra quem entregaríamos todos os nossos pensamentos tortos, aqueles mais profundos. Pensamentos que temos até medo de pensar. A gente poderia tirar do fundo da gaveta as ideias confusas e entregar pra personal que nos entregaria tudo dobrado, organizado e com cheiro de amaciante.

Mas enquanto ninguém tem essa ideia genial de nova profissão, ficamos nós, fica eu, com minha trouxa de pensamentos bagunçados aqui no fundo do armário. Uma coisa que sempre funcionou pra mim foi escrever pra organizar as ideias. Quando escrevemos, tudo fica mais límpido e conseguimos ver o tamanho real dos nossos dilemas (e de quebra nos conhecemos). Escrevendo sobre o cotidiano, entendo melhor a mim mesma e o mundo louco do qual faço parte.  Desde criança foi assim e de alguma maneira isso me levou para o jornalismo. E agora, quase três  anos depois da última postagem neste blog, volto a escrever e faço isso como exercício jornalístico e como tentativa de dar nome as coisas que não têm nome dentro de mim. De volta às crônicas.

Pela sanidade, é preciso expressar-se.

É preciso voltar a observar o cotidiano. Nem que seja o cotidiano mais íntimo.

Que a jornada (re)comece.

PS: As fotos do cotidiano destas duas mulheres usadas no template são do Marcelo Albuquerque, mas pode chamar de Marcelão.

C.

Ainda somos os mesmos e temos ídolos como nossos pais

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Acredito que manter uma revista pra adolescentes não seja tarefa fácil.  O comportamento do adolescente é instável e cheio de curiosidade como uma caixa de Panodra. Mudam de opinião repentinamente, enjoam fácil.

Até pouco tempo essa turma era chamada de geração X, agora é a geração Y e até que eu termine de escrever esse post  uma nova letra do alfabeto  será usada para designar  o comportamento dos adolescentes pós -modernos.

Os tempos mudam, nós mudamos, mas uma coisa é certa: adolescentes em histeria por causa de um ídolo é o tipo de coisa que nunca deixaremos de ver.   Eu mesma que não tive crises na adolescência e nunca fui dada ao fanatismo por músicos ou atores mirins não posso negar que tive uma paixonite por Leonardo Di Caprio na ocasião do lançamento de Titanic, filme que assisti umas cinco vezes, não por que gostasse tanto da película, mas por ser levada pelas colegas insandecidas do Colégio Batista onde estudei.

Depois de colocar crédito no meu telefone e de comprar as minhas as revistas femininas  para ler no final de semana, folheei curiosa as páginas da revista Capricho na banca . Já não é mais a mesma da minha época de adolescente justamente porque os adolescentes desse tempo já não são os mesmos. A revista está mais moderna, um designer lindo (pensado  e executado pela Lia que tem um blog muito bacana que acesso sempre , esse aqui), e um conteúdo mais abrangente ,bem distante da Capricho que um dia teve Ana Paula Arósio menininha como garota da capa.  Mais antenados,os jornalistas da Capricho devem semanalmente na reunião de pauta agradecer a Deus pelo nascimento de Stephenie Mayer e de Dona Denise Jonas

Não sabe quem são? A primeira é autora americana que criou a história da adolescente que se apaixona por um vampiro. Da mente imaginativa de Stephenie surgiu a série Crepúsculo e  da mente dos diretores de elenco de Hollywood saíram Robert Petterson que interpreta o vampiro Edward Cullen, que faz as adolescentes suspirarem.  Vira e mexe ele é capa ou está nas páginas da revista junto com Taylor Lautner que interpreta Jacob Black, seu antagonista em Crepúsculo. Como  a série tem pelo menos  três protagonistas e ainda uma cambada de irmãos vampiros igualmente charmosos, Stephany conseguiu dar a Capricho pelo menos uma dezena de edições  com conteúdo juvenil garantido. Não duvido que  um altar com a foto de Stephenie esteja ao lado de um dos computadores na redação da editora Abril. kkk

A segunda que mencionei conseguiu também grande feito: colocar no mundo três ídolos adolescentes!  Esses não saídos de sua imaginação e sim do seu ventre. Trata-se da mãe dos Jonas Brothers. Dia desses assisti ao Teen Awards na TV a cabo e outra musa adolescente apresentava o prêmio,  Miley Cirus, a tal da Hannah  Montana. O truque era fácil: se a platéia estivesse desanimada bastava dizer: “E  daqui a pouco tem Jonas Brothers”. E a histeria tomava conta dando ao prêmio uma cara de sucesso sem igual.

Os três irmãos são músicos (ou pelos menos dizem que são) e tocam aquelas musiquinhas grudentas  que seguem direitinho   a receita de uma boa canção pop. São figurinhas carimbadas na Capricho. Viva Dona Denise !!!

Como se não bastasse a Disney que um dia nos deu Justin Timberlake e Britney Spears despejou numa só leva Zac  Efron, Vanessa Hugdes (estrelas de High School Music) Miley Cirus, Denni Lovato e Hilary Duff no mercado. É muito ídolo para uma geração só!

Se você tem menos de 20 anos certamente sabe quem são cada um deles. Se tem menos de 30 pode não ser fã ou conhecer todos, mas já cantarolou uma musiqunha  do Jonas Brothers quando toca  na Jovem Pan e se tem mais de 40 certamente não os conhece mas seus filhos, ah, seus filhos sabem muito bem quem eles são. É  como disse Caetano Veloso uma vez quando era rapazinho para os algozes da ditadura: “Você não gosta de mim, mas suas filha gosta”.

Para o próximo ano, pelo menos, a Capricho estará salva. E dia após dias enquanto os ídolos de hoje envelhecem, os meus colegas da revista já pedem a Deus o aparecimento de  novos rapazinhos  com músicas grudentas . Deve ter sido assim que nossos  avós se referiam aos Beatles quando eles  sairiam de Liverpool para ganhar o mundo.

A constatação é que os tempos mudam, mas nós ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais.

C.

ps: Ah, fica registrado aqui meus parabéns pra o pessoal da Capricho! Antenados como o  público de vcs!

Falar de cinema é com a gente mesmo

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Toda segunda era sempre a mesma conversa. Apaixonados por cinema, a gente sempre se reunia na redação da tv após o final de semana pra dizer os filmes que tínhamos assistido na nossa folga. Valia falar de filme assistido no cinema, filme baixado da internet e até filme da Temperatura Máxima. Dessas nossas conversas prazerosas, troca e indicações de filmes, nasceu o Cine +, um programinha que produzimos para a TV Educativa de Alagoas. São dicas, gente comum indicando filme, reportagens sobre a produção audio visual alagoana e nacioanal e muita coisa bacana distribuida ao longo da programação da TVE. 

Essa semana tivemos o lançamento oficial da nova programação da TVE, canal 3  e tem muita coisa boa vindo por ai pra quem gosta de assistir um conteúdo diferenciado na tv. Pra saber mais sobre a programação da TVE adiciona a gente no twiiter.  E sobre o Cine + , a Agência Alagoas fez uma matéria bacana com a gente com direito a foto minha e tudo. hehe. A matéria você lê aqui!

C.

O drama da anorexia e da bulimia

Como jornalistas, a gente gostaria sempre de dar boas notícias e de falar só de coisa boa, mas nem sempre isso é possível. Às vezes é preciso falar de coisa séria e fazer o telespectadort  refletir e/ ou se  se identificar. Lembro de uma pedagoga que entrevistei que sofria de transtorno obcessivo compulsivo há anos e só descobriu que suas “manias” se tratavam de uma doença ao assistir uma matéria sobre o assunto num telejornal.

E ai está a nossa responsabilidade como profissionais de comunicação, por isso vira e mexe a gente trata de assuntos delicados como esse vt que fizemos sobre anorexia e bulimia. Estou colocando as matérias que produzi para a TV Educativa de Alagoas aos poucos no youtube e escolhi essa como a primeira, pelo dilema que principalmente nós mulheres vivenciamos  na pressão de termos um corpo à la Gisele Bünchen. É essa ditadura da beleza que leva muitas mulheres a desenvolverem doenças tão sérias como os distúrbios alimentares.

Matéria produzida por mim e executada pelo repórter Fabrício Camboim:

C.

Tirando a poeira…

Correria a vida se tornou ultimamente sim, mas nada que me impedisse de passar por aqui pra tirar a poeira da estante. Mas o twitter terminou roubando esse lugar e a preguiça também. Mas tentarei (mais uma vez) voltar a a atualizar com mais frequência.

Para começar tô passando popr aqui hoje para indicar o blog recém-criado do Página Aberta, programa que eu produzo ( e com muito orgulho) pra TV Educativa de Alagoas que faz parte da TV Brasil. Por causa de problemas com o sinal, muita gente não consegue assistir aos programas e agora a gente quer fazer um diário de produção e disponibilizar os vídeos das matérias lá no blog.  Vale dar uma passada por lá, no meu vizinho de wordpress.

Fica a dica!

C.

Por pouco a gente não muda de profissão

Em um determinado momento da vida eu queria ser publicitária. E quando eu vou em festas como a do Guerreiros da Criação, que premia as melhores agências de publicidade alagoanas,eu entendo o motivo. heheh. Festa temática, gente bonita e interessante, música boa e comidas deliciosas. Mais um ano a gente lá graças a cara de pau de Elaine que apesar de não ser publicitária é uma jornalista influente, coisa que não sou. Sem falar que em festa de jornalismo o máximo que você pode levar pra casa é algum jornalzinho infame colocado estratégicamente na saída, e na festa do Guerreiros os caras sortearam um carro! hauahau! Luna, faltou vc!!

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Ivanzito!

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Para quem conhece as piadas internas parte 1: Renata, eu, Suzy (essa é a Nega Maluca, ela mesmo!!) e Elaine. Nega Maluca que é influente estava na festa!

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Para quem conhece as piadas internas parte 2:  Jogo do único erro nessa foto. Quem souber do que se trata, deixa  um comentário. kkk

C.

Dia triste

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Hoje fomos tomados pela tristeza. A redação da tv sempre tão barulhenta, ficou mais silenciosa e cinza com a notícia da morte do nosso colega de trabalho da TV Gazeta, o jornalista Roberto Braga.
Estagiei com ele por um tempo na Gazeta e me lembro do seu jeito tímido, seu ar compenetrado e sua gentileza sem tamanho. Costumava ligar pra ele pedindo os telefones do presidentes e técnicos dos times do Estado e sempre ele me atendia com um carinho e paciência enorme. Com apenas 24 anos, num acidente automobilistico ele morreu hoje pela manhã. Mesmo quem não o conhecia o respeitava pela competência com que conduzia suas matérias.
Fica aqui a minha tristeza e a minha oração pela família do Roberto.

C.


A observadora

Sou Cibele Tenório, jornalista (com diploma – para total escândalo de Gilmar Mendes), webaholic, mulher de fases. Seja bem vindo!

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