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Mais uma vez o Padre Fábio..

Ao falar de si mesmo e de sua linguagem, Jesus disse certa vez que suas palavras eram espírito e vida. O ideal seria que todo aquele que fale em nome dele também tivesse palavras em sua boca que fossem isso: espírito e vida. Mas a verdade que não é assim que funciona na prática. Ontem, conversava com Banso no Google Talk (Banso é o Elianderson, grande amigo e que por sinal fez esse visu novo do meu blog!). Liguei na Canção Nova para ver o programa do Padre Fábio de novo. Mas hoje, o programa não era no estúdio, era a reprodução de  uma pregação de fevereiro desse ano. Fomos acompanhando e comentando, eu e Banso, o que assistíamos. Para meu espanto, as palavras que ouvi eram espírito e vida. E de todos os lugares de onde Deus poderia trazer uma palavra que aquecesse meu coração entristecido, Deus escolheu o tal do Padre Fábio. Enquanto ele falava, espanto e consolo enchiam meu coração porque ele estava explicando com muita clareza e eloqüência processos pelo quais estou passando  e que na minha mente confusa são bem complexos. Elianderson espantando também tamanha a força daquela palavra e por ser um homem de batina, no meio de uma missa quem a proferia. Podiam-se ouvir as paredes da nossa religiosidade caindo por terra. Estou baixando ela aqui no Emule e em breve quero colocar aqui pra vocês também serem abençoados. Vou deixar uma parte dela escrita aqui…

 

Amor: processo de continuidade. É grande, eu sei, mas reserve 5 minutinhos da sua vida agitada para cuidar um pouquinho da alma. Vale a pena

 

“Sempre que escutamos a Palavra do Senhor, por aquilo que Deus é, podemos ter um pouco de dificuldade, mas a Palavra do Senhor tem força. A palavra do outro pode passar pela falsidade, mas a Palavra de Deus não, pois é o Caminho. É como ir a um lugar sem ter um caminho a seguir, caso contrário, nos perderemos.

Se quiser ser de Deus, terá que viver as duas vias do Senhor: ‘Amarás ao Senhor teu Deus e ao próximo como a ti mesmo’.O que você entende por esta palavra ‘amor’?

É impressionante o quanto o amor de Deus nos toca. Os poetas sempre tentaram decifrar o amor, mas nunca conseguiram. Assim como Luiz de Camões em seu poema: ‘O amor é um fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer’. O amor não se poetiza. Quantas vezes sentimos o amor e não sabemos onde realmente dói? O amor é revelação, inauguração, tem o poder de ser novo com aquilo que estava velho.

Jesus sabe da capacidade de olhar as coisas miúdas da vida, as que não damos valor, e aquelas que ninguém havia visto antes. Colocando os pés no seguimento de Cristo, ouvimos a Palavra para olhar a vida diferente: ‘Amar a Deus sobre todas as coisas’. E o que significa amar o meu próximo? O que significa olhar para o meu irmão e saber que nele tem uma sacralidade que não posso violar? Como posso descobrir este convite de Deus de abrir os olhos às pessoas? No dia de hoje, lhe proponho que acabe com os ‘achismos’ do amor. Por muitas vezes, em nome do amor, nós fazemos absurdos: seqüestramos, matamos, fazemos guerra, criamos divisões. A primeira coisa que Deus precisa curar é o que nós achamos do amor.

O amor nos dá uma força que nem nós mesmos sabíamos que tínhamos. É a capacidade que o amor tem de nos costurar. Quantas vezes olhamos para a objetividade do outro que nos motiva a sermos melhores. É o amor com suas clarezas e suas confusões.

Hoje tem um jeito comum de trazer o que você tem de mais precário em sua vida e dar ao outro. Muitas vezes em nome do amor tratamos as pessoas como ‘coisas’.

Quando Deus entra em nossa vida e entramos na vida de outras pessoas, temos que entrar como Deus, agregando valores. Caso contrário é melhor que eu fique de fora, porque você é um território que merece respeito.

Essa Palavra de Deus é comprometedora. É fazer as pessoas amarem a Jesus pelo seu testemunho, a partir do momento em que você permite transmiti-lo, nesta realidade do dia-a-dia, ao acordar e dormir.

Na passagem da sarça ardente (Ex 3,2ss ) Deus se manifesta em uma árvore que pega fogo mas não é consumida. Esse é o amor de Deus: Quanto mais nós amamos, mais somos consumimos, e se estamos esgotados é porque amamos ‘de menos’. Vamos ficando sem o vigor, mas a sarça queima sem se consumir. O fogo do amor não queima, pois é um fogo que faz outro fogo, e a experiência do amor de Deus é feita pelo amor de um para o outro. Amar o outro é levar prejuízo. Quantas vezes você passou noites inteiras acordadas pelo seu filho? Quanto sono perdido? Isso é por amor.

Você vai saber o que é amor quando você se consome, mas não se esgota. Você nunca vai dizer que está cansado de amar o seu filho. Você está cansada dos problemas causados pelo filho, mas não de amá-lo.

Quantas pessoas que procuram e estão necessitadas do amor, mas em sua busca correndo atrás das micaretas e baladas? A busca do amor está aguçada. Está todo mundo querendo saber o que é o amor, e todos precisando de cura. Quantas pessoas foram amadas erroneamente, trazendo as marcas de um amor estragado.

Quando alguém nos ama com um amor estragado, só se percebe em longo prazo. Como comer uma comida podre que vai dar um problema sério no futuro. Aquele desaforo, aquela traição, aquela mentira e o que você fez com tudo aquilo? Como aquilo repercutiu em você? Aquela experiência ruim que sofreu, onde está?

Quando digo que amo a Deus, estou dizendo no avesso desta frase que amo a mim também. Nenhuma pessoa pode amar a Deus se não se ama. Nenhuma pessoa pode ter uma experiência com Deus se não for pelo amor a si próprio, pelo respeito por si mesmo. O amor a Deus passa o tempo todo pelo cuidado que eu tenho com a minha vida, com a minha história.

Deus nos quer cuidados. Você precisa redescobrir a graça de se amar. Quanto você se ama? O que você ainda espera de você mesmo? Como você ainda se cuida? O quanto você ama a Deus? O que você faz por Ele? Quanto do seu tempo dedica a Ele? As mesmas respostas das primeiras perguntas valem para as segundas. O tempo em que você se dedica a Deus, dedica a você mesmo; pois a obra que Ele quer restaurada é você.

‘Se quiser entrar em minha vida retira as sandálias, pois esse solo é santo’. O amor que tenho a meu Deus é um amor a mim mesmo. Deus quer ser glorificado através de mim. Não haverá a possibilidade de sermos santos se não retirarmos de nós as ‘podridões’. Tenha coragem de tirar as histórias do passado que doem e que você as carrega até o dia de hoje.

O alvo deste acampamento, não é o amor que você tem a Deus, mas é o amor que você tem a você mesmo, que é determinante para saber a sacralidade do outro. A gênese da nossa capacidade de amar o outro, está na incapacidade de não me amar. A conversão é um movimento contrário, para amar a si mesmo. É impossível uma pessoa que se ama se drogar, ou deixar uma outra pessoa jogar para dentro de si uma substância letal. Como sou capaz de amar o próximo como a mim mesmo, se ainda não me amo?

Faça caridade a você primeiro. Os seus amigos irão agradecer por você se amar. Quando o amor nos atinge, seremos mais felizes. Vamos experimentar da graça e dar a graça ao outro também. Um povo que se ama é um povo que sabe aonde vai. O amor a Deus e ao próximo é um amor a si mesmo. Eu ainda acredito no que Deus pode em mim. Volte a gostar de você!”

 

 

Esse é o meu valor. Se você quiser entra a na minha vida, tire as sandálias, porque aqui é território santo. Não aceitarei nada menos que isso. Estou pensando nisso até agora,

C.

Seria Deus fatalista?

 Mesmo sendo  cristã por vezes percebo o quanto sou fatalista. O fatalismo é a corrente filosófica que diz que nada podemos fazer diante dos acontecimentos do mundo, que todo e qualquer acontecimento é irrevogável  e que,  portanto, somos agentes passivos diante dos fatos ao nosso redor e dos fatos da nossa própria vida.

 

Por vezes me sinto fatalista e pior, considero Deus fatalista também. Diante de uma crise, um problema que parece irrevogável, me pego pensando: “Ferrou tudo! Não tem mais volta”. E surpresa diante do infortúnio imagino Deus surpreso também, como que pego de calça curta. Por vezes imagino Deus no seu trono, olhando pra minha vida lá de cima e roendo as unhas torcendo para  que  sues planos dêem certo. Por vezes imagino Deus dizendo: “Querida, eu tentei, mas diante dessa situação não há o que fazer.” Como o médico que depois de tentar por muitas vezes fazer reviver o paciente no leito de uma sala de cirurgia vem comunicar aos parentes sobre sua morte.

 

Seria Deus fatalista então? Jamais! Mesmo porque o fatalismo é   contrário a fé, aos valores da própria Palavra. Porque do que adiantaria a oração, o jejum se nada disso tivesse proveito algum para transformar circunstâncias e situações? De nada valeria dobrar os joelhos. Deus não é fatalista porque as circunstâncias não limitam seu poder, nem seus planos. Ele jamais será pego de surpresa com coisa alguma. Hoje precisei lembrar disso para poder viver, para poder caminhar, para poder respirar.

 

Hoje me lembrei de sentenças de morte que foram dadas e em seguidas  revogadas pelo próprio Deus. Lembrei da palavra dada ao Rei Ezequias de que ele já bem doente iria morrer. E de como o seu clamor comoveu o coração de Deus que lhe deu mais 15 anos de vida. O fatalismo não pode existir diante de um Deus que nos convida a buscá-lo para vermos  as circunstâncias modificadas: “Invoca-me no tempo da angústia. Eu te livrarei e tu me glorificarás”.

 

Depois de Jesus ter expulsado o demônio de um rapaz lunático, os seus discípulos perguntaram-lhe: Porque é que nós não fomos capazes de expulsar?. Jesus respondeu: É por que vocês não têm bastante fé. Eu garanto a vocês, se tiverem fé do tamanho de uma semente de mostarda, podem dizer a esta montanha: Vá daqui para lá, e ela irá. E nada será impossível para vocês (Mt 17,19-20)

 

 

Que a fé mate todo fatalismo no nosso coração,

C.

Maceió linda e reestréia do Página Aberta

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Hoje amo mais Maceió do que amava no passado. Hoje valorizo o fato de poder estar na praia em poucos minutos. No dia primeiro desse novo ano, tava em casa de bobeira, mal acostumada com o ócio, já que agora tô o dia todo ocupada no trabalho. De tardinha, fui na praia… Como está claro na foto, tudo ainda estava com cara de reveillon, tudo se ajeitando ainda, o pessoal da prefeitura tava trabalhando pra limpar tudo e deixar tudo lindo como antes.

Caminhando pela calçadão vi tantos estrangeiros. Acho que não sobrou ninguém na Itália! Todo mundo tá aqui. Portugueses também. Sem falar o povo de São Paulo que a gente reconhece de longe. Todos cheios de deslumbre. Fiquei orgulhosa de pensar que as pessoas cruzam o oceano pra ver o que vejo todo dia. Tenho vontade de sair daqui, de alçar outros vôos, como diz a música do Djavan.. “Você (Maceió), me deu liberdade pra meu destino escolher e quando sentir saudades poder chorar por vc..”. Não sei quando saio daqui, se saio , mas uma coisa é certa, quando sair sentirei muito mais falta da minha cidade. Quero estar no centro da vontade de Deus, viver no lugar onde sua vontade absoluta seja consolidada. Tento descobrir o cep desse lugar, mas esse endereço está guardado em Seu coração, e será revelado em tempo oportuno.

Boas notícias no jornalismo alagoano! Dia 14 reestréia o programa Página Aberta na TV Educativa canal 3  e na Big Tv é o 33. A produção das minhas matérias são para esse programa que tem a proposta de fazer um jornalismo diferente, com um pouco mais de profundidade, por isso o Página Aberta traz reportagens especiais, bem diferentes da que vc assiste nos jornais locais. É jornalismo pra te fazer pensar. Jornalismo com prestação de serviço e cidadania, que afinal de contas é o compromisso da tv pública. Um das matérias mais bacanas que fiz  com o Fabrício Camboim (repórter) e Samuel Limeira (cinegrafista) que em breve vai ao ar trata da questão dos distúrbios alimentares (anorexia e bulimia) e a pressão de um sociedade escrava da ditadura da beleza. Tem depoimentos muito fortes de gente que já passou pelo problema mas que tem conseguido superar a doença. Então, tá feito o convite. No mais vcs podem continuar lendo as minhas matérias sobre bois, aftosa, plantio, agronegócio (kk) no Gazeta Rural , às sextas na Gazeta! Pois é, jornalista rala! E é só o começo!

C.


A observadora

Sou Cibele Tenório, jornalista (com diploma – para total escândalo de Gilmar Mendes), webaholic, mulher de fases. Seja bem vindo!

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