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Voltando a falar de vulnerabilidade

Ao mestre Lewis com carinho

Semana dessas me peguei pensando sobre vulnerabilidade. Inclusive escrevei sobre isso e criei minhas próprias teorias loucas que não sei se são verdades absolutas, mas que ao menos têm funcionando pra mim. Cheguei à conclusão de que é impossível se relacionar sem se tornar vulnerável. É como diz o trecho de uma canção de Vinícius de Morais que gosto muito: “Quem de dentro de si não sai, vai morrer sem amar alguém”.

 

Pesquisando textos de C. S. Lewis na internet essa semana, me deparei com um texto seu que reflete exatamente o pensamento que tenho tido sobre vulnerabilidade. É  a mesma linha de  pensamento só que organizada por um mestre das palavras e das idéias. Ai  está:

 

Amar é sempre ser vulnerável. Ame qualquer coisa e certamente o seu coração vai doer e talvez partir-se. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto , você não deve entregá-lo a ninguém , nem mesmo a um animal. Envolva- se cuidadosamente nos seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde-o na segurança do esquife do seu egoísmo. Mas nesse esquife – seguro , sem movimento , sem ar – ele vai mudar. Ele não vai partir-se – vai tornar- se indestrutível, impenetrável , irredimível. A alternativa a uma tragédia ou pelo menos ao risco de uma tragédia é a condenação. O único lugar além do céu onde se pode estar perfeitamente a salvo de todos os riscos e perturbações do amor é o inferno.” –

 

C.S. Lewis em “Os quatro amores”         

 

C.

 

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Príncipe Caspian, Lewis e a razão da nossa esperança


Nó próximo dia 30 estréia no Brasil, “Príncipe Caspian”, o segundo filme da série cinematográfica As crônicas de Nárnia. Quem se encantou como eu com “O leão, a feiticeira e o guarda-roupa”, espera com expectativa o lançamento do filme. A história traz os mesmos protagonistas da primeira aventura: Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia, só que mais de mil anos depois – isso na contagem de Nárnia, o equivalente a apenas um ano no nosso mundo. Neste período, em que os quatro irmãos  estiveram fora de Nárnia, ela foi invadida pelos terríveis telmarinos. Diante de ameaça, as criaturas fantásticas e falantes tiveram que se esconder, mas o príncipe Caspian, herdeiro do trono, sonha em reviver a Antiga Nárnia. Para isso, invoca os reis do passado através da trompa mágica de Susana, que ela deixou antes de voltar para nosso mundo. Mais uma vez o paralelo para nós, cristãos, fica claro.

Quando escreveu as crônicas de Nárnia na década de 50, C. S. Lewis foi abertamente criticado por tentar contar uma saga com moral cristã usando elementos mágicos, seres mitológicos considerados oriundos do paganismo. Penso o que diriam hoje esses mesmos críticos ao verem a história de Lewis contada por uma das maiores empresas de entretenimento do mundo, a Disney,  que sempre acreditou que a história era possível e o retorno das bilheterias confirmou isso. Aslan, moído pelas transgressões que não eram suas. Assumindo a culpa do pequeno Pedro, ressurgindo glorioso. Tá tudo ali, a razão da nossa esperança.
Ontem lia um trecho de um livro de Lewis que considero um dos meus livros de cabeceira que é o Cristianismo Puro e Simples. Lewis, como poucos cristãos hoje, entendia qual a razão de sua fé. Entendia que o evangelho, como diz o nome do livro, é simples, por isso conseguiu  ser aquilo que foi chamado pra ser. Influenciando gerações através de suas palavras, consolando corações contritos no século XXI, mesmo sem saber, sendo roteirista de filmes incríveis. Dia 30 eu to lá, “pagando pau” pra o Lewis mais uma vez e desejando ser um pouco como ele.

C.


A observadora

Sou Cibele Tenório, jornalista (com diploma – para total escândalo de Gilmar Mendes), webaholic, mulher de fases. Seja bem vindo!

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