Quando uma caixinha de leite encontra sua metade!

Posso me lembrar ainda  da sensação dos meus dedos passando pelas páginas ásperas dos livrinhos que traziam bonecas a serem recortadas. Ao lado delas,  no outro canto da página, estavam as peças de roupas coloridas que se encaixavam  perfeitamente no corpinho esguio da bonequinha que pouco podia fazer. Afinal de contas, ela só tinha um lado. O lado da frente. Mas era uma delícia montá-las e trocar seus vestidinhos. Dia desses revi as lindas bonequinhas numa campanha do desorante Rexona.

Eu sempre gostei das brincadeiras ligadas às artes. Tinha paciência de ficar horas fazendo colagens ou montando filminhos para minha caixinha de cinema. Até hoje adoro cortar revista e decorar caixas, copos, com imagens bonitas, coloridas. Sou uma artista plástica frustrada. 

Vocês já viram os Toyart? Meu sonho é ter uma casa cheia daqueles bonequinhos feitos pelos designers e artistas plásticos, mas são brinquedos de gente grande mesmo, com preços que são um assalto à carteira. Daí alguns artistas mais cheios de compaixão  decidiram criar os paper toys, toyarts pra você fazer em papel, imprimindo em casa mesmo. Toyart para os pobres.

Descobri que tinha uns paper toys com as caixinhas de leite do clipe do Blur. Vocês conhecem esse clipe, o Coffe and TV? É um dos meus clipes favoritos, muito lindo,  quando uma caixinha de leite sai em saga pelo mundo, passa por maus bocados, como dia a Ana Paula Valadão, “ tão sujo na lama do pecado,ferido pelas circunstâncias da vida”. Hehe.  Encontra uma caixinha  de leite com morango, sua cara metade, mas esse amor enfrenta muitas lutas. kk

Aqui na minha casa o final foi feliz.. As caixinhas vivem felizes num cantinho da prateleira de livros do meu quarto.

 

 Sites de paper toy aqui! E o clipe do Blur ai em baixo:

Também quero encontrar minha caixinha de leite-metade,

C.

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1 Response to “Quando uma caixinha de leite encontra sua metade!”


  1. 1 jhonatascabral 10 outubro, 2008 às 9:43 pm

    Chega a ser impossível não “te ler”, rir, me emocionar, atravessar contigo. Eu tenho um mural no quarto onde coloco algumas figuras ou imagens das “coisas” que sonho em tê-las. Tem dias que me sinto bastante desmotivado e chego até a desacreditar, por milésimos de segundos, que as terei. Mas, na maioria, há dias que são repletos de coragem e fôlego.

    (No nosso mundo imaginário) Te dou um abraço terno e cato agora em meu bolso um presente que o Rubem Alves me deu:

    “Somos assim. Sonhamos o vôo, mas tememos as alturas. Para voar, é preciso ter coragem para enfrentar o terror do vazio. Porque é só no vazio que o vôo acontece. O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas. Mas é isto que tememos: o não ter certezas. Por isso trocamos o vôo por gaiolas. As gaiolas são o lugar onde as certezas moram”.

    bjs


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