Xuxa, “ajuda eu”!!

As chances de quem cresceu na década de 80/90 não ser um adulto normal hoje em dia são muito grandes. Isso porque os executivos das televisões na época tiveram a idéia genial de colocar garotas digamos de “temperamento duvidoso” para comandar programas  infantis. O maior exemplar do gênero? Ela mesmo: Xuxa. O que iriam fazer os pais diante da febre que Xuxa causou? Crianças se estapiando pra ter um Xuxo, uma bota de plástico  que depois inspirou Joelma do Calypso e discos. Um a cada ano. Tive quase todos. No primeiro deles o seio de Xuxa aparece de baixo da blusa transparente, no outros as fotos continuaram insinuantes. Me pergunto o que realmente fez minha mãe, uma mulher sensata e inteligente me deixar fazer parte disso. Um dos tijolos daquela Casa Rosa da Xuxa foi comprado com o dinheiro suado dos meus pais. Haha. Não me conformo como minha mãe cedeu ao meu choro banhado de manipulação emocional. Logo a minha mãe que não me dava Barbies, por serem bonecas adultas, por representarem mulheres fúteis, sem nada na cabeça, que insinuam que só pode ser aceita a mulher loira, magra e peituda e que namora um bonitão cheio da grana. (Hello, Ken!)

 

Para quem é mais jovem e já conheceu a Xuxa glamurosa, precisa ver esse vídeo para entender porque Xuxa precisava de paquitas. Notem sua  “simpatia” sem fim e um português de causar convulsões em Prof. Pasquale. Ajuda euuuuuuuu!

 

Gracias TV Cultura e Discovery Kids por um destino melhor para meus futuros filhos.

C.

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1 Response to “Xuxa, “ajuda eu”!!”


  1. 1 Paulo Victor 29 setembro, 2008 às 12:35 pm

    Poxa, deu até pena dela, nesse vídeo… hehe. Ela bem que tentava, se esforçava, mas a molecada não parava! acho que aí ela teve paciência até demais… hehehe

    Mas, de fato, também não entendo como meus pais nos deixavam (a mim e a meus irmãos) assistirem ao programa da loira. Mas era a magia da TV e era só o que se achava dentro daquela caixa. Talvez fossem resquícios da didatura que havia pouco acabava, que tinha mais interesse no entretenimento puro e descompromissado do que em algum programa que incentivasse o pensamento e a reflexão.

    Ainda bem que, quando eu tinha uns 9 anos, meu pai instalou uma parabólica e pude descobrir a TV Cultura, com Ra-tim-bum, Glub-Glub e dezenas de outros programas/documentários infantis. Comecei a ficar fascinado com aquela oportunidade de usar a TV também para aprender.


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