A família que escolhemos ter

Não entendo bem o poder que têm os laços de sangue.  Digo isto porque em nossa cultura nos valemos disso para exaltar ou justificar nossos relacionamentos com os nossos parentes, mas se pudéssemos escolher, muitos deles, apesar de serem “nosso sangue”, não fariam parte no nosso circulo de convívio. E boa parte deles não faz mesmo. Venho de uma família com muitos tios e tias e conseqüentemente muitos primos. A maior parte deles foram  companhias de brincadeiras na infância no sítio do meu avô ou em festinhas de aniversário que muitas vezes fomos sem nenhum desejo, mas apenas por causo desses tais laços familiares. Hoje em dia conto nos dedos os primos que tenho contato. A maioria deles é estranha pra mim. Gente que encontro em festas ocasionais e com quem não tenho nada em comum, além do sangue. Não sei se por culpa minha, por culpa deles, ou talvez isso seja bem mais comum entre as famílias do que eu mesmo imagino.

Tenho um amor profundo pela minha família, mas quem cresce dentro de igreja, ou melhor, quem faz parte do Reino de Deus logo aprendeu que tem mais de uma família. Não é a toa que nas igrejas costumamos nos chamar de irmãos, relembrando sempre  a força do amor que nos une. E é engraçado como muitos desses “irmãos” são mais nossa família do que a nossa própria família de sangue. Alguém já disse certa vez que os amigos são a família que escolhemos ter.
 
Tenho muitos irmãos dentro desse reino. Um deles é um irmão que por um acaso não nasceu lá em casa e/ou vice versa. Ele é meu irmão mais velho (ou sou eu que sou a irmã mais velha dele?) que por um acaso não é filho do meu pai, nem da minha mãe. Já sorrimos juntos, já choramos juntos. Sonhamos sonhos absurdos e demos bronca um no outro. Já trocamos presentes, já ficamos bem perto, ou bem longe. Já lhe dei gelos inconscientes e ele aturando minhas fases de lua com uma paciência de Jô. Já o vivi menino, brôco que só, hoje vejo ele mais homem, mais maduro, mais perspicaz e com a mesma alegria de sempre. Ah, quem acha um amigo acha um tesouro. Por isso sou grata.

 Banso,Elianderson…. Se não fosse pecado casar com irmão eu casava com você. Mas fique tranqüilo que certamente você será padrinho do meu casamento, mesmo porque você já se auto convidou. Ser sua amiga é tão simples, tão fácil, flui com tanta naturalidade. Me junto a Juli e Deysinha e me sinto mais uma de suas irmãs, mais uma dessas mulheres que Deus colocou na sua vida. Sem você minha vida seria tão mais difícil, porque quem mais iria suprir tão bem minha necessidade de tempo de qualidade? Iria rir das minhas piadas escusas?  Ser meu companheiro emaventuras guiadas por um Deus cheio de idéias  incríveis. Ah, sem você eu não dava conta não. Te desejo nesse dia tudo que desejaria  pra Fabinho, meu irmão. Desejo acima de tudo que essa aventura que você começou, meio com pé atrás, que ela siga; a aventura de conhecer quem é esse Banso de verdade. Porque a gente que consegue ver com clareza quem você é, já se apaixonou por você há muito tempo…

Irmão, amo vc! Feliz Aniversário!
 
C.
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1 Response to “A família que escolhemos ter”


  1. 1 elianderson 23 julho, 2008 às 11:46 pm

    maninhaaaaaaaaa
    obrigadoooooooooo
    amo muito você, de
    forma que nem sei
    expressar. valeu!


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Sou Cibele Tenório, jornalista (com diploma – para total escândalo de Gilmar Mendes), webaholic, mulher de fases. Seja bem vindo!

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