Uma vez, em Curitiba

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Cheguei de Curitiba hoje de madrugada. Fiquei por lá míseros quatro dias, porém suficientes. As pessoas me perguntam se gostei da cidade, se senti frio, se visitei o Jardim Botânico, se os curitibanos são  bacanas e  por ai vai. Porém, poucos sabem que essa viagem tinha pouco de turismo, tinha mais a ver com missão e propósito, por isso todo o resto terminou sendo secundário.

Curitiba é linda, os curitibanos ressabiados. Mas como em Jocum (onde fiquei hospedada)  temos um grande caldeirão, com gente de todas as partes do país, não me senti acuada. A pitada que os mineiros, os goianos, paulistas, cearenses dão à base de Almirante Tamandaré fizeram minhas impressões do povo curitibano melhores, mas ainda assim eles são “jacus”, expressão que define o comportamento reservado  do povo paranaense.

Revi Elianderson. Um bálsamo. Ver seus olhos brilhando em cada aula, o entusiasmo fresco de quem descobriu um mundo pela frente me deixaram feliz. Colocamos em dia nossas conversas. A única coisa que me entristece é sentir que às vezes no  meio desse tempo novo ele se sinta sozinho mesmo rodeado por outros alunos. Tudo tão diferente daqui, do jeito da gente ser. Pensei na minha Eted, de como nem sentia falta de casa, dos amigos que fiz, de como me identificava com as pessoas e podia ser eu mesma no meio do povo todo. Agradeci a Deus por ter feito minha Eted em Recife, onde as pessoas sorriem pra você de graça, te dão abraços por qualquer motivo, onde ninguém dispensa um bom papo. Deus, que conhece minha estrutura, se preocupou em me proporcionar  isso.

Encontrei Vanessa. Conheci seu esposo, o André. Me lembrei de quando Vanessa foi para Florianópolis e Cléa profetizou pra ela. Agora estava eu ali, diante de palavra profética cumprida. Me alegrou o coração e me encheu de fé. A maneira como Deus trouxe o André na vida da Vanessa foi tão bonita e me fez desejar ter uma história bonita pra contar também. Encontrei Henrique, tão atencioso. Saiu do interior do Paraná ao meu encontro. Tivemos só uma tarde juntos, fomos ao Jardim Botânico. Mostrava orgulhoso todas as coisas bacanas de Curitiba, assim como fizemos com ele no tempo em que esteve em Maceió. Foi bom demais revê-lo.

Porém o mais importante dessa viagem ( e o motivo principal da minha ida) foi poder conhecer as pessoas que pensam o Reino de Deus como eu. Que acreditam no poder da comunicação para transformar. Daniela, Saulo, Romeu, Eurípedes, Macarrão… Gente que fala a minha língua, e pela primeira vez em muito tempo não precisei ter que me explicar. Alívio. Gente talentosa demais, com quem passaria horas trocando idéias. Cada minuto de conversa com eles foi preciosa e a medida que ouvia seus projetos me sentia parte deles, por isso me coloquei à disposição de Romeu e desejo poder seu útil. Revista, curta, site, editora, muita coisa a se fazer, porém  quando me pego pensando nisso, nem penso tanto no produto final, ferramentas unicamente. Penso no que elas serão capazes de produzir em quem tiver acesso a elas. Essa sim deve ser a prioridade. O reino de Deus é um reino de valores e relacionamentos  e desejo como igreja construí-lo assim, sem deturpações, sem basear a minha fé num senso de realização, de produtividade.

Que Deus me ajude a discernir  o tempo e as estações. Que seja sensível à sua voz e não tenha motivações tortuosas em meu coração para cumprir a carreira que me foi proposta, aqui, no Paraná ou em qualquer lugar…

C.

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3 Responses to “Uma vez, em Curitiba”


  1. 1 banso 10 fevereiro, 2008 às 5:05 pm

    e ela se foi, deixando
    apenas a saudade. é um
    tempo muito bom, mas de
    muitas mudanças tambem.
    bom é saber que não estamos
    sós e Deus nos dá exatamente
    aquilo que nós precisamos.

  2. 2 Saulo 11 fevereiro, 2008 às 12:23 pm

    Que honra foi conhecê-la!! Ci, valeu pela visita, viu?! Em breve, muito em breve trabalharemos juntos comunicando a Palavra a que nos foi confiada e frutificando segundo nossas espécies!!! Bem-vinda à Central Mídia Comunicação Jocum Brasil, querida!! Que Deus te abencoe e te faça bem feliz, viu?!! Grande abraço!! É o que desejam com carinho, a sua família curitibana formada por Saulo, Dani e Laura Xavier.

  3. 3 luna 11 fevereiro, 2008 às 6:30 pm

    é uma pena, pensar na sua ida…pra quem fica, são lágrimas; pra quem te recebe, alegria! Alegria é a melhor forma de definir vc. Liberdade é o seu sobrenome. Desculpe se eu chorar, mas Paulo quando se despediu dos irmãos, todos tb choraram, pelo intranhável afeto que os unia. E vc Cibalena, é a tia do Gabriel que não é de sangue (familiar) mais amável que ele tem, porém, tb é o sangue (Cristo) que nos une. O Reino ganha, o mundo ganha com sua partida….então se vá! Mas nunca nos diga adeus….


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