Jamais o Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças….

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Brilho Eterno de uma mente sem lembranças é um filme meio que de realismo fantástico. Mas ao mesmo tempo é tão realista “puramente” que não há como não se identificar. Carregando o peso da lembrança da ex namorada, o personagem de Jim Carey decide se submeter a um processo que apaga de seu cérebro todos os traços de memória de Clementine. E não precisa ir muito longe para perceber o quanto a idéia não é boa.

Não lidamos bem com a decepção, mas é preferível ter marcas que doem do que ter o brilho eterno de uma  mente sem lembranças. Ao menos vivemos. Ao menos nos resta a esperança de que no final as coisas vão se  acertar, e se ainda não se acertaram é porque o final propriamente dito não chegou.

De uns tempos pra cá a decepção tem nos batido à porta. Fomos surpreendidos, (digo isso no plural pq sei que nesse caso especificamente não sou a única) com a indiferença de gente que a gente tanto amava. O amigo mais próximo, o que chorava e ria junto com a gente.Vai ver ele escolheu passar pelo processo de Brilho Eterno de Uma mente sem Lembrança e nos apagou da sua mente, da sua vida, de seu olhar. Ah,  como nos dói!! E fica no nosso coração uma misturada de sentimentos que vão desde a  raiva até a  saudade. O lugar que é do amigo nada pode substituir, nem um grande amor. Não vale a pena. E é tão triste pensar que nem todos vão perceber isso num curto espaço de tempo. Sigamos então, sem entender muita coisa. Lamentando que o futuro já não é mais como era antigamente.. E como dizia o Renato Russo, sendo atacados por sermos inocentes. Desabafo.

Quem me dera/Ao menos uma vez/Como a mais bela tribo/Dos mais belos Índios/Não ser atacado/Por ser inocente.

 C.

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2 Responses to “Jamais o Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças….”


  1. 1 Renata 5 dezembro, 2007 às 2:20 pm

    Eh… Antes sofrer com a lembrança do que nunca ter vivido!!! E, talvez por obra das armadilhas do destino esse eh o filme preferido da Elaine…

  2. 2 Elaine 5 dezembro, 2007 às 9:00 pm

    Rê! Você lembrou! É mesmo, meu filme preferido! Mas não por causa da ‘ferramenta’ que apaga a memória dos outros, mas sim porque a união deles era tamanha que eles conseguem driblar tudo e no fim acabam juntos.

    Pois é, vivo enfrentando as armadilhas do destino. Hoje não tenho mais a pretensão de ter esse final. Na verdade, até tinha – me afastei pensando que tudo iria passar pra ter de volta a pessoa amiga de tempos atrás.. mas hoje vejo que tudo muda e todos também.

    Seguindo com Renato Russo, gosto do trecho “… às vezes o que eu vejo quase ninguém vê. Eu sei que você sabe quase sem querer, que eu vejo o mesmo que você”.

    Gostava desse tempo, em que as coisas que víamos eram as mesmas. Nossos gostos iguais, nossas preferências até musicais eram as mesmas. Tudo era muito parecido.. bons tempos.

    Agora é seguir.. Tá bom de comentário; tou ficando melancólica e daqui a pouco isso fica maior que o que Cibi postou.. até a próxima! 🙂


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