Príncipe Caspian, Lewis e a razão da nossa esperança


Nó próximo dia 30 estréia no Brasil, “Príncipe Caspian”, o segundo filme da série cinematográfica As crônicas de Nárnia. Quem se encantou como eu com “O leão, a feiticeira e o guarda-roupa”, espera com expectativa o lançamento do filme. A história traz os mesmos protagonistas da primeira aventura: Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia, só que mais de mil anos depois – isso na contagem de Nárnia, o equivalente a apenas um ano no nosso mundo. Neste período, em que os quatro irmãos  estiveram fora de Nárnia, ela foi invadida pelos terríveis telmarinos. Diante de ameaça, as criaturas fantásticas e falantes tiveram que se esconder, mas o príncipe Caspian, herdeiro do trono, sonha em reviver a Antiga Nárnia. Para isso, invoca os reis do passado através da trompa mágica de Susana, que ela deixou antes de voltar para nosso mundo. Mais uma vez o paralelo para nós, cristãos, fica claro.

Quando escreveu as crônicas de Nárnia na década de 50, C. S. Lewis foi abertamente criticado por tentar contar uma saga com moral cristã usando elementos mágicos, seres mitológicos considerados oriundos do paganismo. Penso o que diriam hoje esses mesmos críticos ao verem a história de Lewis contada por uma das maiores empresas de entretenimento do mundo, a Disney,  que sempre acreditou que a história era possível e o retorno das bilheterias confirmou isso. Aslan, moído pelas transgressões que não eram suas. Assumindo a culpa do pequeno Pedro, ressurgindo glorioso. Tá tudo ali, a razão da nossa esperança.
Ontem lia um trecho de um livro de Lewis que considero um dos meus livros de cabeceira que é o Cristianismo Puro e Simples. Lewis, como poucos cristãos hoje, entendia qual a razão de sua fé. Entendia que o evangelho, como diz o nome do livro, é simples, por isso conseguiu  ser aquilo que foi chamado pra ser. Influenciando gerações através de suas palavras, consolando corações contritos no século XXI, mesmo sem saber, sendo roteirista de filmes incríveis. Dia 30 eu to lá, “pagando pau” pra o Lewis mais uma vez e desejando ser um pouco como ele.

C.

1 Resposta para “Príncipe Caspian, Lewis e a razão da nossa esperança”


  1. 1 jhonatascabral 22 Maio, 2008 às 12:40 am

    Eu vou…


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A observadora

Sou Cibele Tenório, 25 anos, jornalista, cristã, curiosa, falante a bessa. Sou isso e mais um monte de coisas. Pensando, contestando, refletindo, sorrindo, escrevendo, fuçando. Gerúndios que me acompanham. Fiz disso aqui diário, jornal, tribuna, circo. Um pouco do meu olhar sobre o mundo. Só não sei se o mundo que é grande pra o meu olhar, ou meu olhar é que engole esse mudão todo. Seja bem vindo!

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